Bicicleta compartilhada é aposta ' forte', diz executivo

Bicicletário e bike sharing são serviços cada vez mais presentes nos lançamentos mais recentes no mercado
O Estado de S.Paulo
Alheias às eventuais polêmicas envolvendo o uso de bicicletas nas grandes cidades e atreladas como nunca ao marketing da sustentabilidade, as bicicletas estão cada vez mais presentes nos lançamentos imobiliários da cidade.
Além de oferecer nos novos condomínios vagas de estacionamento para bikes - como exige a decreto publicado no ano passado pelo prefeito Fernando Haddad (PT), as incorporadoras estão investindo no chamado bike sharing.
Esse é o nome da prática que prevê o compartilhamento de bicicletas entre os condôminos, nova tendência entre lançamentos residenciais e comerciais da cidade.
Além de dividir as bicicletas de uso comum, em alguns casos, os ciclistas são beneficiados com vestiários e armários. "A ideia é especialmente indicada para empreendimentos comerciais localizados próximos a estações de trem, caso de um de nossos lançamentos comerciais no Brooklin", conta o diretor de incorporação da Brookfield, José de Albuquerque, ,
Outro exemplo de lançamento imobiliário com bike sharing em São Paulo é o Jardim das Perdizes, condomínio bairro localizado na zona oeste da cidade e onde cada nova torre contará com 16 bicicletas. Também localizado na mesma região da cidade, o Dolce Villa, condomínio residencial lançado pela Tecnisa no fim de 2013, será entregue com 16 bicicletas para compartilhamento. O BHD Pinheiros, da Brookfield, também oferecerá espaço para as bicicletas.
Conceito. Rafael Batista, gerente de negócios da Tecnisa, confirma que o bike sharing é forte tendência no setor imobiliário da cidade. "É um conceito moderno, que envolve entrega do imóvel com bicicleta para compartilhamento entre os moradores e espaço conjunto na garagem", diz Batista.
Segundo a Associação de Ciclistas Urbanos de São Paulo (Ciclocidade), cerca de 500 mil pessoas utilizam a bicicleta para deslocamentos nas ruas da capital paulista ao menos uma vez por semana.
De acordo com o decreto publicado em maio do ano passado e que regulamenta a lei aprovada em 2012, novas construções e reformas de prédios residenciais e comerciais devem reservar até 10% das vagas para estacionamento de bicicletas.
O espaço deve ter até 1,80 metro de extensão e a altura não pode ser inferior a 2 metros. A instalação de suportes para prender as bicicletas com distância mínima de 75 centímetros também é obrigatória. /L.F.